Tive um professor no ensino médio que admiro muito até hoje: José Antonio Astrana. Ele me deu aula de matemática por alguns anos e tenho várias histórias engraçadas das aulas dele. Em 2002 o professor Astrana marcou uma prova no meio da semana. Dois colegas não haviam estudado nada, daí resolveram 'matar a aula' e passar o dia estudando para tentar fazer a prova no dia seguinte.
No dia seguinte deram uma desculpa esfarrapada:
— Professor! Ontem, o Frederico passou em casa para me dar uma carona e a gente vinha vindo pra cá, quando o carro dele quebrou.
Chamamos um guincho, mas ele demorou tanto, que quando chegamos no colégio o senhor já havia ido embora! Podemos fazer a prova hoje?
— Claro! Não tem problema — diz o Astrana. — Basta vocês se sentarem, cada um num canto da sala que eu já levo a prova para vocês.
Sem conseguir esconder o sorriso de satisfação, os guris sentaram-se cada qual no seu canto, comemorando em silêncio.
Dois minutos depois, receberam a prova. No alto da folha havia uma única questão: "Em que rua o carro quebrou?".
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